Sexualidade e Amamentação

October 29, 2017

 

Hoje quero falar desse assunto que nem sempre é conversado entre as mulheres no período do puerpério, que é o retorno à vida sexual após o nascimento e a amamentação.

O período de quarenta dias após o nascimento, também chamado de quarentena ou pós-parto é conhecido por ser uma fase em que a mulher está se dedicando integralmente aos cuidados com o bebê e aprendendo a amamentar.

Nos dias atuais, com frequência, as novas mães veem-se sozinhas, isoladas em seus apartamentos, sem uma rede apoio para auxiliá-las nessa fase tão desafiadora, que dura muito mais do que os “quarenta dias” descritos nas literaturas....

São muitas mudanças que ocorrem, desde as hormonais, com as quedas da progesterona e do estrogênio e o aumento da prolactina e da ocitocina (responsáveis pelo sucesso da amamentação), as emoções, em que a alegria, a tristeza, o medo e a raiva se misturam como num passe de mágica e nem sempre é fácil controla-las.

A nova rotina familiar, que se estabelece com a chegada do bebê, com alterações nos horários de sono e alimentação da mulher, interferindo em suas necessidades básicas, os afazeres domésticos, a preocupação no retorno ao trabalho (que ainda é muito precoce, infelizmente), o parceiro que nem sempre compreende o cansaço físico e mental da mulher.

Todos esses fatores corroboram para um retorno à vida sexual mais tardio, em alguns casos, pois a mulher pode sentir mais necessidade de acolhimento e atenção do parceiro, com carinho, beijos e abraços, palavras doces, música e massagens e não necessariamente a penetração.

Pois percebemos que após o nascimento do filho, o desejo sexual não ocorre como era antes, e que “a libido acaba sendo transferida para os seios, onde se desenvolve uma atividade sexual permanente, tanto de dia quanto de noite” (Laura Gutman, A maternidade e o encontro com a própria sombra), pois a ocitocina, que é o hormônio do amor, está sendo liberada praticamente o tempo todo pela amamentação.

E para o homem, pode servir de um momento de aprendizado nesse retorno à vida sexual, pois agora ele tem uma nova mulher, com novos desejos e um filho que ainda precisa muito dela, e, portanto, são uma tríade (não mais um casal), o que pode levar a novas descobertas da sua própria feminilidade, aproximando-se da nova realidade emocional da mulher.

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